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23/11/2017

A Rainha da esplanada quer sentar à mesa! - Consegue? A Superbock diz que sim!

A Cerveja há muito que tenta conquistar um lugar ao sol...

Não o "sol" de verão; nem o "sol" da esplanada, dos tremoços e dos amendoins; não o "sol" das percebes, da sapateira ou camarão da costa; nem o "sol" do cachorro e da francesinha; muito menos o "sol" dos sorrisos dum grupo de amigos a esticar o esqueleto na pista, ou sentados no sofá de veludo do melhor bar da cidade...

Não esse... não! O Outro. Aquele onde se passam 4 horas à mesa. O "sol" de toda uma refeição, do princípio ao fim, harmonizada com os sabores do picante, do salgado, e do doce. Misturas amargas, maltadas, menos, mais, tudo estudado ao pormenor, para que acompanhe na perfeição, garfada a garfada, o prazer de quem gosta de saborear com calma, de quem gosta de se demorar na identificação de sabores, ingredientes e as voltas que o tacho dá.

Num "sol" em que o vinho é Rei, a cerveja vai entrando devagarinho... será que entra?

A Superbock diz que sim! Os seus Mestres Cervejeiros criaram uma seleção de cervejas especiais - Selecção 1927 - que se distingue da cerveja dita "tradicional", para acompanhar dignamente verdadeiros pratos gastronómicos, numa diferenciação de processos de fabrico e de ingredientes cuidadosamente selecionados.

Daqui, surge a ideia de, em parceria com restaurantes nas cidades de Lisboa e Porto, criar os Mestres à Mesa, desafiando chefes a elaborar menus cervejeiros, harmonizados pelas cervejas Superbock Selecção 1927.

Esta iniciativa pode, e deve ser aproveitada, por quem a cerveja na gastronomia suscita interesse, e ficar a conhecer um pouco mais da tipologia de cada uma, e de fazer as escolhas acertadas.

Porto ou Lisboa, a escolha é sua! (www.mestresamesa.pt)

Eu tive o prazer de, a convite da Zomato, num dos seus eventos mais interessantes (Foodies Meetup), ficar a conhecer um pouco mais desta nova tendência (habitue-se!), e de fazer a minha própria escolha.

Foi no Porto, no Panca Cevicheria & Pisco Bar, e foi assim💛:

Bavaria Weiss

Como não poderia deixar de ser, o maravilhoso Ceviche, preparado com os ingredientes mais frescos e saborosos, a que o Chefe Camilo Jaña já nos habituou, começou por nos refrescar a boca. A acompanhar, a Bavaria Weiss. A cerveja mais leve da seleção, especialmente concebida para acompanhar entradas e pratos de peixe. Trigo e notas de banana e cravinho, foi a leitura unânime feita pelos presentes.

"Peixeirada" do Chefe - Seleção de peixes e mariscos do dia, harmonizado com Bavaria Weiss.

De seguida, uma picanha, suculenta, prato tradicionalmente brasileiro, que desta vez, destronou a "caipirinha", para deixar entrar a Munich Dunkel, mais encorpada, e de notas a malte e caramelo. Para mim, a minha preferida, tendo até na aspiração inicial feito lembrar o "Ovomaltine", e de fim de boca, o forte travo a malte adocicado, excelente para pratos outonais e carnes grelhadas. Vou querer mais desta na minha vida. Simplesmente adorei!

Picanha harmonizada por uma Munich Dunkel (já o copo ía a meio e ainda não tinha começado a provar a picanha. Mesmo muito boa.)

Para terminar, a sobremesa mais apreciada no Panca, o tal do Bolo Tépido de Goiaba. É maravilhoso, e os gelado e espumas que o acompanham (uma cítrica e outra de queijo), compõe uma boa forma de terminar a refeição, desta feita acompanhada por uma Bengal Amber Ipa, desenvolvida para, com o seu forte trago amargo, controlar o picante da gastronomia Indiana e doçaria intensa. 

Bolo Tépido de Goiaba com Superbock Selecção 1927 - Bengal Amber Ipa

Neste caso, confesso que o meu palato guloso não quer nenhuma intervenção, querendo guardar toda a intensidade dum doce só para mim. Ficou a curiosidade de a aliar a um prato Indiano, e será concerteza uma das minhas próximas aventuras palatianas...

Cerveja à mesa? Sim. É só deixá-la entrar...











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