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09/06/2017

A mim é que não me apanhas, Óh Rotina!

Ao passar os olhos pelo Jornal de Notícias de hoje, deparei-me com um artigo que personifica tudo aquilo em que acredito, e que deveria ser a pedra filosofal de todas as famílias!

JN - Edição - 09/06/2017

Aqui no reino da Ravioli. foi algo que em família instituímos como obrigatório.! Cá por casa, a Raínha (Eu), o Rei (Ele) e a Princesa (ela é que manda, não duvidem disso!), sofremos do mesmo mal - e ainda bem! Qual, perguntam vocês?

Fobia a estar em casa demasiado tempo, não vá o teto cair... Tarefas, horários, responsabilidades, monotonia, rotinas, isso é para os dias da semana (já que não podemos fugir disso!... mas dava cá um "jeitaço" se assim fosse possível..😏...).

Deixar para o fim de semana tarefas chatas que não se tem tempo de fazer durante a semana, é um passo em frente à entrega ao conformismo e à ausência de prazer. A família não tem que ser um jogo em dominó de afazeres e enfado. A alegria de se fazer o que realmente se gosta é fundamental, e a entrega é tão fácil que não entendo o porquê do abandono ao direito de ser feliz. E de fazer os outros felizes também.


Ama-te em primeiro lugar, e farás todos os outros felizes à tua volta!


Se uma mãe passa o fim de semana em lides domésticas, não vai ter paciência para jantares românticos, ou jogar à "apanhadinha" com os filhos no Parque. Se a Francisca, o Luís e a Rosarinho passam os fins-de-semana em casa, à volta dos TPC, e a arrumar o quarto, ou esquecidos no sofá a ver televisão porque o pai está a acabar relatórios, ou a mãe reclama das 4 máquinas diárias de roupa suja para as quais os filhos não deviam contribuir, ninguém fará o que gosta, nem sozinho, nem em conjunto.

Um bocadinho de criatividade basta, e sim, é possível fins de semana em família absolutamente inesquecíveis! À medida do bolso de cada um, uma viagem, um cinema, um piquenique no parque, uma escapada romântica a 2, jogar monopolio, fazer uma piza em conjunto na cozinha lá de casa e pintar o nariz de todos, com farinha no fim, basta apenas FAZER. E FAZER sem obrigação, mas com total alegria e despreocupação.

Não entendo aqueles que dizem que o verdadeiro descanso é quando estão a trabalhar, e que a vida em casa é chata! (Já pararam para pensar porquê? Fizeram algo para mudar?). O tempo é curto, não estica, mas isso não é desculpa alguma! É sim o real motivo pelo qual se deve aproveitá-lo ao máximo, gerindo intensamente à semana, para que o fim de semana seja de liberdade!

Troco fácilmente um aspirador por uma ida ao cabeleireiro, o fogão lá de casa por um jantar romântico com o Rei, o pano do pó por rir em conjunto com a minha filha ao ver a série preferida dela. Prescindo do sofá à semana, para tê-lo só para mim ao sábado de manhã (bom, quando a Princesa acorda, exerce o seu direito integral de propriedade, para a sua sessão de cambalhotas, e aí, nada feito! Mas rimos juntas e isso é muito bom!).

Desta nossa passagem levamos memórias, momentos, afetos. E como não tenciono levar a prateleira que tem pó, ou camisas por passar a ferro, sou muito fácil de convencer do que realmente importa nesta vida. Se não, depois chegam lá ao S. Pedro e quando ele vos apresentar as estatísticas, chegam à conclusão que durante a vida (para uma média de 75 anos de vida) o vosso cenário foi basicamente este:

Dias gastos a fazer tarefas

  • Coisas que odiaste fazer - 22.000 dias
  • Coisas que gostaste mais ou menos - 6.000 dias
  • Coisas que te deram realmente prazer - 1.000 dias
Triste cenário não?


Muitas famílias matam-se aos bocadinhos por não descobrirem o prazer de fazerem coisas juntos, ou de não se permitirem a gozar o seu próprio "quadradinho" (também é preciso). Mimo! Mimo! Mimo! Exijam mimo, e saibam dar também! O prazer e alegria de viver não aparecem à nossa porta. É preciso fazê-la acontecer...

A mim é que não me apanhas óh Rotina! Safa!
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