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14/03/2017

A paz é proporcional ao que tens que aturar na vida...

Por vezes tudo parece acontecer ao mesmo tempo. Não te dá tempo para respirar. Para reagir ao primeiro quando vives já o segundo, e o terceiro, e o quarto...

Vives uma corrida desenfreada, pela animação, pelo poder, pela ambição. Pelo querer viver a vida, atropelando os outros.

Sofres as consequências dos outros, vives as suas vidas e eles a tua. Absorves cheiros, risos, e lágrimas. Vês o sofrimento, e viras a cara, mesmo que agudizes por dentro. Só queres sentir o bom. O mau não serve mais. É o que vês todos os dias.

Sentes o egoísmo a crescer em ti, pois o retorno nunca chega. Parece que a tua paz é o inferno dos outros.  Que o teu bom é o ciúme e a inveja que te atiram como uma catapulta.

Aprendes a ver a preto e branco. Lá no meio vês duas ou três cores. Isso sim vale a pena acabar a pintura. Investir. Dar mais de ti.

Sentes as escolhas erradas dos outros, como uma epidemia que inalas sem escolha. Ainda te culpam. É mais fácil. É a paz pelo inferno dos outros.

Paciência, resiliência, altruísmo... munes-te do que é preciso.

E segues amando, rindo e chorando. Servindo de escudo para os erros dos outros. Fazes-te mais forte. Caminhas sem medo, mesmo que o asfalto queime.

Enfrentas as pedras e os aluimentos sem aviso. Ergues-te novamente. Sempre mais forte.

A cada tempestade, novo renascer. Vens nova, com uma nova visão do mundo.

Ficas imune. Escolhes apenas viver. O teu elmo arma em ricochete todas as balas, setas e espinhos. Já chega! Não mais!

Eu escolho quem quero pintar, eu escolho a paz.

Ir atrás da paz. Também cansa. Mas cansa mais a infelicidade que outros querem fazer a tua. Misturando vidas e caminhos que nada têm a ver com o teu.

Esta dimensão é mundana, cruel e tem sede. Nem todos têm sede do bem. Há quem se canse. Que viva numa dimensão espiritual pois sente que não tem lugar na natureza humana. Há quem seja monge, É a escolha da paz.


Não desisto! Vou à procura da paz, na dimensão mundana. Não desisto do ser humano. Não desisto de mim, nem dos outros. Daqueles que veem o que eu vejo, que sentem o que eu sinto, que cheiram como eu, a magia da vida. Eu sou assim. Sonhadora, intensa, inteira. Aqueles que caminham comigo, são quem me faz feliz. Não preciso de mais.



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